A comunidade Ivaporunduva fica no município de Eldorado e é a mais antiga das comunidades do Vale do Ribeira no oeste do estado de São Paulo. Na região, no total são vinte comunidades, que vivem da colheita de banana, do peixe e da agricultura de subsistência. Ivaporunduva foi o ponto de partida dos demais bairros negros da região. Uma das primeiras pessoas a povoarem a região foi uma senhora chamada Joanna Maria, que chegou ao local com seus escravos e construiu uma casa onde atualmente é a sede da associação da comunidade. é formada por 70 famílias, que vivem em uma vila localizada na beira do Rio Ribeira do Iguape, e em casas espalhadas, até cinco quilômetros de distância da vila. A maioria das casas da vila é de alvenaria e coberta com telhas, mas no interior da comunidade as casas ainda são de sapé, pau-a-pique, com chão de barro socado.
Em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), a comunidade de Ivaporunduva desenvolve uma série de projetos visando gerar alternativas de manejo de seus recursos naturais e de geração de renda. São desenvolvidos projetos de plantação de banana orgânica, produção de artesanatos com palha de bananeira, repovoamento do palmiteiro juçara e coleta seletiva de lixo. Em maio de 2003, a comunidade conseguiu o certificado de banana orgânica, concedido pelo Instituto Biodinâmico de Botucatu.
O trabalho com artesanato tem como fundamento a promoção de alternativas de desenvolvimento, de sustentabilidade sócio-econômica, cultural e educacional que possibilitam a permanência da população jovem dos quilombos em suas comunidades, diminuindo o risco de exclusão e marginalização que ocorrem quando migram para outras regiões.
Hoje a comunidade conta com um grupo que produz bolsas, tapetes, jogos americanos, pulseiras, colares, cortinas, etc. A parceria entre a Esalq e o ISA tem mantido a assessoria técnica para a produção e comercialização das peças em feiras e por encomenda, entre as organizações que comercializam seus produtos, a Tekoha é uma delas, como mais uma forma de geração de renda.
Atualmente, a comunidade luta pela titulação das suas terras, pois assim, a construção de uma hidrelétrica na região não seria possível. A construção dessa hidrelétrica seria responsável pela inundação de 111 mil hectares, incluindo as terras mais férteis da região e parques ecológicos.









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