Em outubro de 2005, nasceu, por intermédio do programa de geração de renda da Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo (Operação Trabalho), a Oficina de Artes Boracea.
Foi realizado um trabalho com pessoas que viviam em albergues da prefeitura com o objetivo de formá-los como oficineiros, para poderem criar seu sustento a partir daquilo que eles já faziam: catar lixo.
Essa Operação Trabalho teve duração de seis meses, os envolvidos tiveram sob a coordenação de profissionais de design e arquitetura, que desenvolveram juntos peças decorativas e ultilitárias como paineis e mandalas, cestos, jogos americanos e colares.
Em janeiro de 2007, a revolução desse grupo começou. Por questões políticas, houve uma mudança na coordenação do albergue e os recém oficineiros formados teriam que desocupar o espaço. Assim, os integrantes tendo a consciência de que é preciso visar mais do que a dimensão econômica imediata dessa ação, resolveram se tornar uma Organização Formal.
Fundada por 5 pessoas, no dia 28 de junho de 2007, nasceu formalmente a Oficina de Artes Boracéa, que hoje já conta com 12 pessoas trabalhando na confecção desses produtos. Dessas 12 pessoas entre mulheres que já são mães e pessoas acima de 50 anos, 9 já saíram da condição de albergados, graças aos rendimentos vindos desse trabalho maravilhoso. Esse trabalho tem poder de empoderamento para essa população que dessa maneira, encontraram condição de se auto-sustentar, em aspectos básicos como aluguel, vestuário e alimentação. Além de ter melhorado a auto-estima dessas pessoas e principalmente a compreensão com relação ao seu papel de cidadão e os preparando para por meio da
economia solidária, venham aprender a conduzir o seu próprio destino.
Essa atitude foi o bastante para os produtos da Oficina de Artes Boracea ganharem lugar em prateleiras de pontos comerciais aqui e no exterior. A transformação de jornal em arte em formato de almofadas, mandalas e artigos decorativos despertou o interesse de organizadores de eventos, logistas e empresas como a Tekoha.








Tweet essa matéria!
Compartilhe no Facebook!
