Paquetá é um bairro localizado na cidade de Santos, estado de São Paulo. Localiza-se junto a uma das áreas mais antigas do Porto de Santos, cerca de 1 km do Centro. É considerada uma das regiões mais degradadas da cidade, marcada pela presença de vários casarões antigos transformados em cortiços, e de uma conhecida área de prostituição. Existem ali também diversos armazéns, muitos deles antigos e abandonados. São marcos do bairro as instalações do Moinho Santista e o Cemitério do Paquetá, onde estão sepultados personagens ilustres, como o poeta Vicente Augusto de Carvalho e o ex-governador paulista Mário Covas.
A situação da comunidade no cortiço apresenta muitas adversidades, grande parte da comunidade está desempregada e muitos possuem familiares nos presídios. O desafio para estas pessoas é grande, mas as mulheres têm um papel importantíssimo na comunidade, pois além de liderar a associação comunitária, elas são chefes de 51% das famílias.
A Associação Cortiços do Centro (ACC), é uma associação civil, sem fins lucrativos, fundada em 1996 por membros da comunidade, cuja missão hoje é promover a melhoria da qualidade de vida dos moradores dos cortiços do Centro Histórico de Santos no que tange a habitação, saúde, educação, emprego e renda e cultura e lazer.
A Associação é composta por alguns grupos, dentre eles um se destaca pelo trabalho na geração de renda da comunidade: são as Raízes Corticeiras, um grupo formado com o objetivo de desenvolver e implantar atividade de geração de trabalho renda para as mulheres moradoras dos cortiços no Centro de Santos a partir da produção de bijuterias de Chita e Garrafa PET.
As Raízes Corticeiras desenvolveram uma solução criativa para melhorar a qualidade de vida da comunidade e contribuir com a geração de renda. As peças de chita são desenvolvidas coletivamente pelo grupo com apoio externo no design do Instituto Elos. Este grupo de mulheres artesãs se realiza com a oportunidade de trabalho e quando vêm pessoas valorizando a sua arte e exibindo seus colares. O artesanato com a chita além de contribuir com a geração de renda aumenta a auto-estima da comunidade.
O tecido de chita começou a ser conhecido na Europa e na América na época das grandes navegações, quando as
potências européias saíram à conquista de outras terras e depararam com o tecido na Índia. No Brasil, o tecido foi bastante utilizado pelos escravos e em 1959, Zuzu Angel foi a primeira estilista brasileira a valorizar o tecido e utilizá-lo como símbolo da brasilidade.








Tweet essa matéria!
Compartilhe no Facebook!
