Mentoria individualizada e instruções técnicas para organizações sociais que receberam repasse financeiro da CPFL

Problema

OSCs que receberam repasse financeiro do PEE da CPFL têm dificuldades gerenciais para a execução e acompanhamento de seus projetos.

Solução

Repasse metodológico e de conhecimento sobre gestão de projetos e também um acompanhamento individualizado para as OSCs por 6 meses.
  • 16 workshops de 2h cada
  • 13 OSCs participantes
  • 39 gestores e gestoras de OSCs participaram
  • 12 cidades diferentes do Brasil
  • 9 meses de trabalho conjunto
  • 90 horas dedicadas a assessoria e mentoria personalizadas para cada OSC

Qual foi o caminho que percorremos?

As organizações sociais que receberam o aporte de recursos da CPFL passaram por um Programa de Formação e Acompanhamento com a Tekoha composto por três etapas: 

  1. diagnóstico gerencial das organizações utilizando a OCAT
  2. repasse metodológico sobre gestão de projetos
  3. acompanhamento individualizado por um período de 6 meses

O que entregamos?

  • diagnóstico sobre principais questões gerenciais que precisavam de atenção especial nas OSCs;
  • feedback individual para cada organização sobre o resultado do diagnóstico;
  • criação da ementa dos encontros técnicos personalizada às necessidades deste grupo de OSCs;
  • 8 encontros sobre gestão de projetos e gestão de OSCs;
  • 60 encontros  de mentoria individual para as 13 organizações;
  • 3 relatórios, um para cada uma das etapas do projeto.

O objetivo das entregas:

  • Ampliação da capacidade gerencial das OSCs atendidas;
  • Melhor compreensão da lógica causal entre atividades e impacto das organizações e seus projetos;
  • Estreitamento das relações entre a sociedade civil a CPFL.

Como fizemos o diagnóstico?

Utilizamos uma auto avaliação chamada OCAT (Organizational Capacity Assessment Tool).  

Esta ferramenta foi adaptada e traduzida para português e para a realidade brasileira por nós. No entanto, foi desenvolvida pela McKinsey e usada e também adaptada para o campo de impacto socioambiental pela Corporation for National and Community Service (CNCS), uma agência federal norteamericana focada na atuação social. 

Ao mesmo tempo que é uma ferramenta de auto avaliação, a OCAT é também um instrumento que auxilia organizações e agências de apoio técnico a se aproximarem e conhecerem mais as instituições com quem se propõem a trabalhar. 

É a partir dela que se inicia uma discussão sobre o reconhecimento de pontos fortes, esclarecer diferentes percepções e planejar estratégias para aumentar a capacidade gerencial em áreas identificadas como importantes e necessárias.

Quem são os parceiros:

CPFL é

CPFL Energia é uma empresa de energia presente em quatro estados: Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, entregando energia elétrica para 9,9 milhões de clientes. 

A companhia atua no campo de distribuição, geração, comercialização de energia elétrica e outros serviços. Além disso, têm atuado com energias renováveis como a solar, a eólica e a biomassa.

Parte dos seus compromissos é o estabelecimento e fornecimento de energia sustentável, acessível e confiável em todos os momentos, tornando a vida das pessoas mais segura, saudável e próspera nas regiões onde operamos.

PEE é

Segundo determinações da ANEEL, empresas de distribuição de energia elétrica devem aplicar um percentual da receita operacional líquida em Programas de Eficiência Energética, chamados de PEE. Este é o caso da CPFL. 

O recurso originado deste percentual da receita líquida deve ser destinado a empresas, órgãos de governo, organizações sociais, hospitais, indústrias que apresentem projetos pleiteando os recursos e realizar obras ou adequações nas suas dependências, a fim de otimizar o consumo energético.

O PEE tem como objetivo demonstrar a importância e viabilidade econômica de ações de combate ao desperdício de energia elétrica e melhorar a eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia. Busca-se transformar o mercado de energia elétrica, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de novos hábitos do uso da energia elétrica. 

fonte: Manual da ANAEL do PEE

Confira aqui os projetos que foram aprovados pela CPFL para receber recursos voltados à projetos de eficiência energética

 

origem do recurso do PEE para OSCs 

É também do escopo do PEE, projetos dirigidos a comunidades constituídas de unidades consumidoras de baixo poder aquisitivo, incluindo a substituição de equipamentos ineficientes como lâmpadas, geladeiras, chuveiros elétricos – entre outros que consomem bastante enrgia.

No contexto do PEE, em parceria com a Magalu e Indústria Fox, foi realizado um projeto que financiava para a população com baixo poder aquisitivo a troca de geladeiras antigas por novos modelos de ponta de linha, cuja eficiência energética fosse maior. 

Incluso neste projeto, considerava-se a destinação de R$50 para organizações com atividades de impacto socioambiental que atuam nas cidades nas quais a CPFL trabalha, para cada geladeira comprada e trocada. 

É assim que as organizações parte deste Projeto entre Tekoha e CPFL receberam repasses financeiros para execução de projetos nas suas OSCs.

Repasse metodológico

O conteúdo programático base dos oito encontros ao longo de 2 meses e meio abrangeu os seguintes tópicos: 

  • cada uma das etapas do ciclo de vida de projetos no setor de desenvolvimento Project DPro (PMD Pro – 2ª edição);
  • princípios da gestão de projetos no setor de desenvolvimento (5 princípios básicos);
  • as ferramentas para gestão de projetos no setor que mais apoiam na execução, o monitoramento e avaliação dos projetos que receberão o repasse;
  • manifesto ágil, mentalidade ágil e como as cerimônias podem ajudar no dia a dia.

O refinamento da ementa foi desenvolvido após a coleta dos dados e análise dos resultados do diagnóstico da maturidade das organizações. A ementa também foi validada e compartilhada com todas as partes interessadas.

Jornada dos oito encontros de repasse metodológico:

Cada encontro tinha um tema e foram escolhidos com base nos resultados da OCAT. 

Estes foram os temas dos encontros: 

  • Como são os projetos?
  • Justificativa: por que este projeto foi escolhido?
  • Justificativa: como sabemos se estamos indo para o lugar certo?
  • Configuração e Aprovação de propostas de projetos
  • Planejamento de projetos
  • Medição de Resultados dos projetos
  • Implementação e ferramentas para gestão
  • Encerramento de projetos

Notas recebidas após a avaliação dos encontros de repasse técnico:

[Dinâmicas Propostas] 8,87
[Condução da Facilitação] 8,87
[Separação de Tempo para as Dinâmicas] 8,46
[Conexão dos Exemplos com o Tema] 8,76
[Insights e reflexões gerados] 8,60

Acompanhamento personalizado para as OSCs

Cada organização foi acompanhada durante os 4 encontros, com intervalos aproximados de 45 dias entre eles, sempre pelo menos facilitador. 

Entendermos que parte do acompanhamento e da solução de problemas das organizações também é encaminhado com base na relação de confiança que se estabelece entre o facilitador e a equipe participante.

Os primeiros encontros seguiram um roteiro-base e os três demais, foram sendo acordados e combinados entre o facilitador e cada organização, conforme as necessidades específicas sobre gestão.

Alguns feedback recebidos das alunas sobre a formação:

“Com certeza vamos usar muito o que está sendo repassado com essa formação. Só podemos agradecer pela oportunidade que nos está sendo proporcionada.”

“Estou gostando bastante dos encontros, sou eu na maioria das vezes que realizo os projetos,e está sendo algo novo, essa forma de pensar sobre um!”

“Achei muita informação e pouco tempo para as dinâmicas de grupo, mas gostei muito da formação hoje, clara e objetiva.”